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Sobre o Campus - História

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História

A Escola Prática de Agricultura foi criada durante a interventoria de João Punaro Bley, no contexto do Estado Novo (1937-1945) comandado pelo presidente Getúlio Vargas. Entretanto, uma personagem menos conhecida teve papel fundamental na concepção da escola. Em 1940, Enrico Ildebrando Aurélio Ruschi, chefe do Departamento Geral de Agricultura, Terras e Obras do Espírito Santo, encaminha uma exposição de motivos para apreciação do interventor federal. Nas suas palavras, "Urge a criação, no estado, de uma escola onde os filhos dos nossos agricultores menos abastados, ou os próprios agricultores possam, num curso rápido, colher os ensinamentos de que tanto necessitam para melhor desempenho da profissão que abraçam. [...] O que mais necessitamos é de homens práticos para orientação da nossa agricultura." (RUSCHI, 1941, p. 11).

O projeto idealizado por Enrico Ruschi foi vitorioso. Após a escolha do local para a implantação da nova escola, foram adquiridas a antiga fazenda da família Pagani e sua usina hidrelétrica, situadas no distrito de São João de Petrópolis, município de Santa Teresa. A área inicial foi incorporada pequenas propriedades adquiridas por desapropriação, ao final a área somava 626 hectares, tornando-se o maior estabelecimento rural da região. Nesse período destaca-se o início das Semanas do Lavrador, evento de caráter extensionista que marcaria a memória de estudantes, professores e comunidade do entorno da escola.

O excedente da produção da Escola Prática passou a ser comercializado pelos estudantes organizados na Cooperativa-Escola. O cooperativismo cumpria importante tarefa na formação dos estudantes e na auto-suficiência da instituição. Passando por transformações de natureza jurídica e administrativa a cooperativa funcionou até 2006.

Ainda durante essa primeira fase da história da instituição foi aprovada no Brasil a Lei Orgânica do Ensino Agrícola, Decreto Lei nº 9.613, de 20 de agosto de 1946, que juntamente com os artigos 2º e 4º do Decreto Federal nº 22.470, de 20 de janeiro de 1947, indicava que as escolas agrícolas deveriam funcionar em regime de internato, nelas seriam ofertadas as quatro séries do 1º ciclo (Ginásio Agrícola) e as três séries do 2º ciclo, garantindo a certificação aos concluintes como Técnicos em Agricultura. A Lei Orgânica do Ensino Agrícola consolida uma série de reformas que foram gestadas e implementadas parcialmente ainda durante o Estado Novo.

Em 1948, após um acordo entre Estado e União, a gestão da EPA passou para a Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura. Houve a primeira mudança no nome, passando a se chamar Escola Agrotécnica do Espírito Santo, seguindo orientação da nova legislação para o ensino agrícola no país. Intensificam-se as atividades de extensão com diversos eventos voltados para a comunidade rural capixaba – Semanada do Lavrador, do Cafeicultor Capixaba, Feminina Ruralista dentre muitos outros eventos. Nessa fase também foi criado o periódico O Cultivador. Em 1952, inicia-se o curso de Técnico em Agricultura que, passando por nomenclaturas diversas, permanece sendo ofertado até os dias atuais como curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio.

A partir de 1956, renovado o convênio, passou a se chamar Escola Agrotécnica de Santa Teresa. Logo após, entrou no ar a rádio A Voz da Lavoura. A escola diversificava suas atividades de ensino – como a oferta de curso para formação de tratoristas – tornando-se importante referência para a região.

Nova modificação na legislação levou a criação do Colégio Agrícola de Santa Teresa, em 1964. O colégio passou a certificar Técnicos Agrícolas após formação de três séries do Segundo Ciclo Ginasial. Em 1967, a coordenação do ensino agrícola do país foi transferido para o Ministério da Educação. Em 1973 foi criada a Coordenadoria Nacional do Ensino Agrícola – COAGRI – órgão com autonomia administrativa e financeira, responsável pela condução das diretrizes do ensino agrícola no país. No modelo de escolas-fazenda os estudantes passaram a produzir nas Unidades Educativas de Produção – UEPs, sendo destinadas as cooperativas-escolas a comercialização da produção.

Em 1979, o Colégio Agrícola passa a se chamar Escola Agrotécnica Federal de Santa Teresa, permanecendo subordinada a COAGRI até a sua extinção em 1985 quando passou a Secretaria de Ensino de 2º Grau. Nessa fase diversificaram-se os cursos oferecidos na instituição e se consolidou a sigla EAFST, com a qual muitos moradores da região e ex-alunos ainda se referem à escola.

Em 1993, a Escola Agrotécnica Federal de Santa Teresa tornou-se uma autarquia com garantias de autonomia didática e disciplinar e orçamento próprio.

A partir da Lei 11.892, que criou os Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia no Brasil em 2008, veio a última mudança. No Espírito Santo, as escolas federais profissionais existentes se uniram para a criação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo. A extinta EAFST torna-se o campus Santa Teresa. Desde então essa instituição octogenária oferece cursos de níveis técnicos integrados ao ensino médio, cursos superiores e cursos de pós-graduação Lato Sensu. Além do ensino, atua também na pesquisa aplicada, especialmente na área das ciências agrárias e busca a manutenção e o fortalecimento de sua missão extensionista iniciada na década de 1940.

Acesse a linha do tempo elaborada em comemoração aos 80 anos de existência.

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